Cai-cai na área da Indonésia

Para seguir vivo nas eliminatórias, só havia uma opção para o Bahrein na última rodada - vencer. E vencer bem, por 10 gols de diferença. 

Adivinha quanto foi o jogo? 

Isso mesmo. Bahrein 10, Indonésia 0. 

E as circunstâncias muito suspeitas. Aos 2 minutos o goleiro indonésio foi expulso no lance da marcação do primeiro penalti para o time da casa. Sim, primeiro penalti, já que foram quarto penais assinalados a favor do Bahrein pelo juiz, dos quais apenas 2 viraram gols. Ou seja, com melhor pontaria o placar poderia ser ainda maior. 

O retrospecto também não apontava para tamanha elasticidade no score. Nos 5 jogos anteriores, Bahrein havia marcado apenas 3 gols, enquanto a mole defesa do adversário havia tomado em média de 3,2 por jogo. Em toda a história, o resultado também pode ser considerado fora da curva, já que Bahrein nunca havia marcado 10 vezes em uma partida nem a Indonésia sofrido tal cota. 

Com a “surpreendente” goleada de dois dígitos, Bahrein conseguiu o que queria, jogar a responsabilidade para cima do concorrente direto pela mesma vaga na próxima fase, o Quatar, que naquela rodada enfrentava o Irã.

Em Teerã, quem se dava bem eram os persas, que venciam por 2 a 1 até os 41 do segundo-tempo, quando Kasola marcou para Quatar, empatou em 2 a 2 e pôs fim aos suspeitos planos do Bahrein. De nada adiantou a Indonésia abrir as pernas, os classificados para a fase final foram mesmo Irã e Quatar. 

Não custa lembrar que é legal que o Qatar siga vivo, já que ele será sede da Copa de 2022, e seria interessante ver o time ganhando experiência em uma competição nesse tempo. A seleção deles é dirigida pelo brasileiro Paulo Autuóri. Por sua vez o Irã será sede em breve de uma intervenção norte-americana - mas isso não importa.

A FIFA está apurando. Resta esperar por um veredito, caso se comprove alguma fraude, talvez o Bahrein precise de mais de 4 anos para tentar chegar numa Copa do Mundo de novo.