Nem a vespa gigante que aparece no 0:30 do vídeo vestida com as cores de Vanuatu conseguiu amedrontar a seleção da Nova Caledônia, que fez 5x2 na estreia de ambas equipes na Copa das Nações da Oceania sem temer o ferrão.

Esperava um jogo mais equilibrado, mas me decepcionei mesmo com a nova camisa de Vanuatu. A princípio a combinação entre amarelo e preto pode parecer ousada e forte, nada que se compare ao fardamento antigo do time: 

Eu, que não vejo vantagem alguma em viver em um mundo onde a Seleção de Vanuatu se leva a sério, não gostei da mudança. Do outro lado do campo a sempre elegante combinação entre cinza e vermelho, que no mundo do futebol só se vê na Nova Caledônia. Espero que não mudem nunca.

Além de mostrar quem tem mais Pacote da CVC pra vender, o torneio entre as ilhas do Pacífico também é parte das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Das 8 seleções, 4 se habilitarão a jogar em 2013 a terceira fase das eliminatórias, e para isso basta ser primeiro ou segundo do seu grupo durante os jogos desta semana. 

Meu palpite: nenhuma dessas duas seleções vem pro Brasil em 2014, mas o atacante Kaï, que marcou 3 gols no jogo do vídeo que você viu, poderia tranquilamente vir para o lugar do André Lima no Grêmio. 

Mais da Copa das Nações da Oceania em breve.

2014 - eu não vou: BAHAMAS

Apenas 31, das mais de 200 seleções que se inscrevem nas eliminatórias vão conseguir chegar lá, ou melhor, chegar aqui em 2014 para jogar a Copa. Com tanta demanda pelo fracasso, as fórmulas das competições classificatórias oferecem aos competidores um monte de jeitos diferentes de eliminação. 

Você pode perder em um mata-mata simples ou com 2 jogos, pode perder a vaga jogando mal, jogando bem, nos pênaltis, por saldo qualificado e, como fez Bahamas, ainda dá para perder por não comparecimento.

W.O. ainda é comum em lugares onde o futebol não é um vício como é o crack nas capitais brasileiras, mas dessa vez a atitude do pessoal das ilhas é incompreensível. Depois de vencer na primeira fase os 2 jogos contra Turk e Caicos, por 4x0 e 6x0, o time de Bahamas iria enfrentar um grupo fraco na segunda fase, podendo chegar com certa facilidade a uma inédita etapa semi-final. 

A Copa nunca esteve tão perto, e mesmo assim a federação local de futebol sequer teve o trabalho de publicar uma nota com os motivos da desistência. Mas nem por isso deixaremos de ver quem se dá bem e mal com a decisão.

Quem perde com Bahamas fora da Copa:

Lesly St.Flery. O jogador já tinha marcado 6 gols em 2 jogos, e era o artilheiro global das eliminatórias quando sua seleção amarelou da disputa. Caso Bahamas continuasse em campo, ele teria no mínimo mais 6 partidas para aumentar a marca e concorrer ao prêmio em dinheiro que a FIFA dá ao atacante que mais fizer a alegria da torcida na competição.

E Quem ganha com Bahamas na Copa:

A delegação de Bahamas que não estará no Brasil sofrendo goleadas por 15 dias seguidos, mas sim em casa - ou seja, aqui:

Sem Bahamas na disputa, a única ligação entre eles e a FIFA seguirá a de sempre, um belo paraíso fiscal para depósito de dinheiro desviado das obras da Copa para um longo e sigiloso processo de lavagem, como sempre foi. Tudo em seu lugar.

Cai-cai na área da Indonésia

Para seguir vivo nas eliminatórias, só havia uma opção para o Bahrein na última rodada - vencer. E vencer bem, por 10 gols de diferença. 

Adivinha quanto foi o jogo? 

Isso mesmo. Bahrein 10, Indonésia 0. 

E as circunstâncias muito suspeitas. Aos 2 minutos o goleiro indonésio foi expulso no lance da marcação do primeiro penalti para o time da casa. Sim, primeiro penalti, já que foram quarto penais assinalados a favor do Bahrein pelo juiz, dos quais apenas 2 viraram gols. Ou seja, com melhor pontaria o placar poderia ser ainda maior. 

O retrospecto também não apontava para tamanha elasticidade no score. Nos 5 jogos anteriores, Bahrein havia marcado apenas 3 gols, enquanto a mole defesa do adversário havia tomado em média de 3,2 por jogo. Em toda a história, o resultado também pode ser considerado fora da curva, já que Bahrein nunca havia marcado 10 vezes em uma partida nem a Indonésia sofrido tal cota. 

Com a “surpreendente” goleada de dois dígitos, Bahrein conseguiu o que queria, jogar a responsabilidade para cima do concorrente direto pela mesma vaga na próxima fase, o Quatar, que naquela rodada enfrentava o Irã.

Em Teerã, quem se dava bem eram os persas, que venciam por 2 a 1 até os 41 do segundo-tempo, quando Kasola marcou para Quatar, empatou em 2 a 2 e pôs fim aos suspeitos planos do Bahrein. De nada adiantou a Indonésia abrir as pernas, os classificados para a fase final foram mesmo Irã e Quatar. 

Não custa lembrar que é legal que o Qatar siga vivo, já que ele será sede da Copa de 2022, e seria interessante ver o time ganhando experiência em uma competição nesse tempo. A seleção deles é dirigida pelo brasileiro Paulo Autuóri. Por sua vez o Irã será sede em breve de uma intervenção norte-americana - mas isso não importa.

A FIFA está apurando. Resta esperar por um veredito, caso se comprove alguma fraude, talvez o Bahrein precise de mais de 4 anos para tentar chegar numa Copa do Mundo de novo. 

2014 - eu não vou!

Além do Brasil, já classificado para a copa no Brasil (dã), mais 31 nações terão o direito de enfrentar enormes filas nas alfândegas de nossos aeroportos em 2014. Até lá, teremos homeopaticamente quase 200 seleções sendo limadas nas eliminatórias, e contar a história de algumas dessas campanhas que não deram certo também é contar a história da Copa. 

E é de olho nestes já eliminados que começo a série: 2014 - EU NÃO VOU em grande estilo, contando como a Coréia do Norte não chegou lá. Ou melhor, não chegará aqui. 

Mal o cadáver de Kim Jong-il havia esfriado e os norte coreanos já tinham mais 11  para chorar, com a eliminação na terceira fase das eliminatórias asiáticas da seleção local e a consequente execução dos atletas na volta para casa como pena por terem fracassado.

Enfrentando um grupo com o cabeça-de-chave Japão, Uzbequestão e Tadjiquistão, o time de Pyongyang esteve longe da classificação, sendo derrotado duas vezes pelos uzbequis, que ficaram com uma das vagas junto com o japoneses. A campanha dos coreanos foi tão ruím, que a primeira e única vitória só veio no quinto dos seis jogos que o país fez. A desmobilização pode ser vista em imagens como esta, do time alinhado para enfrentar o Japão: 

Quem perde com a Coréia do Norte fora da Copa:

Tirando o futebol, onde eles não acrescentam em nada, a Coréia do Norte é um prato cheio. O país não saía das manchetes em 2010. Teve de tudo: torcida falsa nos estádios, formada por um monte de chineses contratados pelo governo para se passar por norte coreanos; a polêmica dos jogos que eram passados algumas horas depois editados para a população e apenas com os melhores momentos do time vermelho - aliás, que rendeu esse vídeo feito por mim em parceria com o amigo Alexandre de Santi. 

E ainda perdem os prossíveis adversários deles na primeira fase do mundial. Em 2010, eles levaram a maior goleada da competição, 7 x 0 para Portugal, e ainda levaram 3 x 0 da Costa do Marfim. Só quem não conseguiu socar eles foi a porcaria do time que o Dunga montou.

Quem ganha com a Coréia do Norte fora da Copa:

O Itamaraty  se livra de um monte de trabalho que seria lidar com a documentação de uma delegação de uma nação tão fechada, fora a possibilidade de pintar jogadores pedindo asilo político no meio da Copa do Mundo, como acontece vez ou outra quando delegações enviadas por Pyangjong disputam competições pelo mundo. 

serraleoa:

Clique para ver ampliado.

serraleoa:

Clique para ver ampliado.

serraleoa:

Por Solon G.B. e Gabriel Gama. Derruba esse muro, Jabulani. 

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Por Solon G.B. e Gabriel Gama. Derruba esse muro, Jabulani. 

Resumindo a Copa. 

Resumindo a Copa.